quinta-feira, 8 de julho de 2010

Melhores textos de alunos

Leia os dois melhores textos selecionados na 1ª A /Ensino Médio

*Os textos foram produzidos a partir de uma charge sobre obesidade.

A obesidade

A obesidade é um problema que atinge milhares de pessoas em todo o mundo,principalmente os adolescentes que querem um padrão de beleza "esquelético". Existem várias doenças, entre elas a anorexia e a bulimia, decorrentes dessa obsessão pela magreza.
Mas magreza nem sempre é sinal de saúde. Ficar sem comer o dia inteiro, com apenas uma folha de alface no estômago para obter o padrão de beleza desejado, não é a melhor opção.Ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente é fundamental para quem quer ficar em forma com saúde. Do contrário, pessoas que usam e abusam de frituras e doces, não praticam nenhum tipo de exercício físico tendem a chegar mais rapidamente à obesidade. A maioria das pessoas que chegam a essa categoria dificilmente voltará ao peso normal.

(Aluna: Karina Fernanda de Souza, 1A . 08/07/2010)

Obesidade

Palavra chata. Não gosto nem de ouvir falar. Porém acho que não tem um só dia que não ouço essa palavrinha. A obesidade é um mal indesejado que tem várias causas e que atinge adultos,crianças,homens ou mulheres.
No meu ponto de vista, a maior causa é a falta de uma boa rotina alimentar. As pessoas comem sem combinar qualidade e quantidade dos alimentos.Pela praticidade, comem muitos alimentos industrializados,com conservantes e corantes artificiais,ou pratos prontos, ao invés de alimentos naturais ou orgânicos.O sedentarismo ou falta de atividades físicas e de lazer são outro grande fator que leva as pessoas à obesidade.
A ansiedade e o estresse também estão aliados, pois as pessoas acabam buscando compensar na alimentação esses sentimentos.
Mas acho que posso generalizar dizendo que a obesidade é uma doença que acaba provocando muitas outras doenças que levam as pessoas ainda mais ao sofrimento.

(Aluna Maria Júlia Shmitt,1ªA . 08/07/2010)

sábado, 3 de julho de 2010

Obras Literárias

Literatura: Realismo/Naturalismo

Obras a serem lidas:

1. MACHADO DE ASSIS
Romances:
-Dom Casmurro
-Memórias Póstumas de Brás Cubas
-Quincas Borba
Contos:
-A cartomante
-O enfermeiro
-A Noite do Almirante
-A causa secreta
-O alienista
-Missa do Galo

2. ALUIZIO de AZEVEDO:
- O cortiço
-O mulato
-Casa de pensão

3. RAUL POMPÉIA:
-O Ateneu

4. DOMINGOS OLÍMPIO:
-Luzia-Homem

5. ADOLFO CAMINHA :
- O bom crioulo

6. EÇA DE QUEIRÓS
-O Primo Basílio
-O crime do padre Amaro

7. GUSTAVE FLAUBERT:
- Madame Borary

Outras leituras necessárias:

- PINTURAS:
.COUBERT (O quebra-pedras)
.MILLET (As respigadeiras)
.GUSTAVE CAILLEBOTTE ( *raspando o assoalho)
.ALMEIDA JUNIOR (O violeiro)*
.PEDRO AMÉRICO (Paz e Concórdia)*

-O Contexto histórico/social do Realismo
-O Realismo/Naturalismo no Brasil

Sugestões de apresentação ( a discutir em sala):

Nem uma das sugestões abaixo dispensa a leitura integral da obra

a) ler a obra integralmente, comentá-la, contar a história, sem ler no papel.
b) teatro ao vivo, da obra toda ou de parte dela.
c) produção de vídeo ( em casa); trazer no pendrive.
d) resumo ilustrado com fotos ( do aluno ou de bonecos )
e) resumo em forma de HQ. Ilustração em cada quadrinho, de acordo com a cena
f) slides (incluindo ilustrações)
g) entrevista com o autor ( vida, perfil literário)
h) jornal literário (falado)


Lembre-se: tudo será discutido e outras sugestões poderão ser acatadas. Vá lendo, não deixe para a última hora!!!

"LER É O MELHOR REMÉDIO"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Poema em branco

Há um abismo entre mim e as palavras!
Houve um tempo em que elas brotavam espontâneas
Estouravam como amoras maduras entre os dentes
Eram sopradas pelo vento
-espaço alucinado da infância!

Quando foi que as palavras revestiram-se de mistério?
Que sensações distantes
secretamente desejadas e temidas eram aquelas que me traziam?

Como mariposas procurando sua completude na luz, as palavras se chocam contra a face vítrea da ilusão
até caírem estéreis, como semente torradas...
( não percebem o que as separam do mundo)

Busco as palavras como quem busca o impalpável
Em que canto elas se escondem?
Estão nos becos soturnos
nas gargalhadas,
nos lamentos, nos tormentos, na voz agoniada
da louca na janela
do homem de fraque negro
do artista decadente

Persigo as palavras em vão
Elas fogem em bando... vão pousar
ritmadamente no livro do poeta

Quintana! Tu me disseste que um poema se espera com paciência e silenciosamente como um gato
Mas as palavras...
Escapam dentre os dedos
As palavras são grilos:
traduzem seus silêncios interiores
aos gritos flecham a noite
e se escondem de mim
-Só para me provocar!

Obstinadamente escrevo nas faces desse abismo substancial
Ainda que minhas palavras permaneçam secretas fantasias
Ainda que apenas deixe as sementes livres confundirem-se
Com o nada

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pássaros mágicos

Por que
me quer prisioneira
de tuas certezas
de tuas semprices
de tuas tolices?!

Quer que eu repita na sala iluminada
para tantas outras bocas ocas
as opiniões ouvidas nas esquinas?
__Sempre acorrentada em padrões!

Estou cheia de monologar!

Não, não quero ficar aqui
ouvindo a mesma música
a mesma piada
usando essa máscara moldada
desgastada.
O mesmo tédio, a mesma mágoa.
Como eles
vendo sempre da mesma forma
o mesmíssimo quadro!
Concordando concordando
Contraditoriamente concordando

Ah, esses meus cabelos sempre lambidos!
Quero eles ( não gosto de quero-os)
despenteados, embaraçados, emaranhados
E esses passos lassos sob os guarda-sóis
ou sob os guarda-chuvas
ou sob os girassóis!

Quero correr entre os trigais de de Van Gogh até cansar
Deixe que a noite escura e fria arrepie minha pele
Que eu quero, exausta, me deitar no chão e de manhã secar meu corpo ao sol

Marie de Laurencin, vista-me com seus traços:
incessante borboleta branca
de grandes olhos negros
que voando busca...

Vôo ao vértice dos versos
numa viagem voraz
devorando vozes
Voando nas asas de um pássaro!
De um sedutor pássaro de asas mágicas!

Em minhas mochilas levo meus gritos, meus grilos,
meus espantos,minhas esquisitices,
minhas possibilidades, minhas vontades,
muitas rimas,
minhas crenças,
e todas as diferenças.

Junto, meus pássaros mágicos!
Espaço indizível em meio a tantas asas imprevisíveis
incríveis infalíveis!

descartáveis
memoráveis
inseparáveis

E depois ...?!
Nunca mais a mesma!

Não pergunte nada que não tenho mais a resposta
Não sei a resposta
Não quero ter respostas pensadas
Quero-as vividas, pintadas e sentidas
como as línguas púrpuras das labaredas
como uma gota gélida escorrendo na pele

Visíveis! Como o são os girassóis do artista
Audíveis! Como o são os grilos estridentes do poeta

Agora!
Me pinte agora.
Assim!
irremediavelmente
única e múltipla
refletida nas retinas do poeta:
sem rimas
sem sina
despida
__Vestida de imortal beleza!

(Esse poema mereceu o 1º lugar no Concurso Estadual de Contos e Poesias dos Servidores Públicos do Estado do Paraná, em 2008)

Poemas

Era outra vez ,uma menina

Estranha tela aquela
de cores ora serenas, ora febris
em que centenas de fragmentos
em meio a um turbilhão de pigmentos
arriscam movimentos sutis

Num segundo
uma menina emerge
em cores antigas como o mundo
—tão novas para ela!

Nas mãos um pincel, um arco-íris na paleta
a pinceladas livres certas vivas
a menina traceja (a vida)
­—irrequieta borboleta!

Mergulha as mãos no azul do céu e escorrega-as pelas paredes
rompendo limites
­—as paredes misturam-se ao céu!

Inventa um cavalinho transparente para ondular no azul
farejar o tempo...
galopam entre nuvens de algodão, por campos e mares verdes
balançam-se nas cabeleiras de árvores verdadeiras, de braços plumosos
—o verde tinge os olhos da menina e invade seus sonhos despretensiosos!

Mais adiante
as ondas das águas tépidas
sugerem-lhe outro curso
—novas pinturas, outras técnicas!

Esboça uma forma insinuante...
uma linha sinuosa... imprecisa...
Indecisa... a moça começa um traço
traça , destraça,
cruza, transpassa ,
retraça
até que perde a graça:
—um grito , a dor!

Na torre
as sombras roubam-lhe as cores:
a mulher tenta juntar
sonho a sonho com traços fracos
nos estilhaços de um abraço
destila o aço
estrelaços de luz
—cansaço!

Tinge tudo de sépia
tons neutros ,desprovocantes, irrelevantes ,isentos de indagações
Termina e se encosta
sem rosto,braços soltos
uma gota quente escorre seguindo o curso das formas
e cai umedecendo a tinta seca
—restinho de púrpura deixada na paleta!

Súbito
refaz uma grande janela
quebrando as vidraças fazendo inundar a luz
uma luz sem pressa que a aquece e a seduz
rouba o olhar da velha-menina encoberto pelas cinzas das horas
cabelos brancos, antigos olhos verdes
—pinta-se outra vez!

Irreverente
agarra as crinas do cavalo transparente
que ondulando fareja o azul do tempo...
com um traço o enlaça
e com ele vai...
voa o mundo
voa a vida
busca tintas etéreas
para finalizar sua tela:

Eterna tela a se estampar!

(Este poema recebeu Menção Honrosa no segundo Concurso Estadual de Contos e Poesias dos Servidores Públicos do Estado do Paraná, em 2009)